terça-feira, 13 de setembro de 2011

4 combinações de remédio perigosas

Evite ao máximo misturar anticoncepcional com antibiótico
Foto: Getty Images
Antes só do que mal acompanhada, certo? A mesma sabedoria que dita as regras no relacionamento se aplica à sua saúde. Combinar alguns remédios, ou mesmo certos alimentos com medicamentos, esconde riscos que você nem imaginava.

1. Anticoncepcional + antibiótico

Há mais de duas décadas, estudos mostraram que alguns tipos de antibiótico, como rifampicina, cefalosporina, penicilina e metronidazol, podem interferir na ação das pílulas no organismo, levando a uma gravidez indesejada. Pesquisas recentes não validaram o resultado, mas também não conseguiram provar o oposto. "Não se sabe por qual mecanismo, mas os antibióticos alteram a eficácia de anticoncepcionais em um pequeno número de mulheres. Quem seriam essas pacientes e a dose que pode causar interação ainda não podemos estimar", explica o ginecologista Inácio Teruo, professor da Universidade Estadual de Londrina (PR). Ou seja, melhor prevenir em dose dupla!

Quem toma pílula e recebe a prescrição de um antibiótico deve procurar outro método contraceptivo complementar durante o tratamento e ainda por uma semana após o término. Como os ativos de antibióticos estão presentes em vários medicamentos (inclusive alguns usados para tratamentos de pele, como os com tetralysal), o ideal é perguntar ao médico sobre o risco de interações.

2. Álcool + vitamina

O álcool é uma substância hepatóxica - ou seja, nós gostamos bastante dele; já nosso fígado, não! O problema é que as bebidas fazem com que o órgão fique confuso, o que pode comprometer a absorção de outras substâncias que estejam no organismo ao mesmo tempo, como os complexos vitamínicos.

"Vitaminas em geral são seguras nas doses recomendadas, mas o álcool pode acelerar a velocidade com que são metabolizadas no nosso organismo, reduzindo a sua eficácia", explica o farmacêutico Maurício Pupo, diretor do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto Maurício Pupo de Educação e Pesquisa (Ipupo), em São Paulo. Ou seja, se você quer ficar saudável, o primeiro passo é enxugar um copo... de suco!

3. Antiácido + Qualquer medicamento

Comer até quase passar mal nas refeições e apelar para o antiácido também é uma atitude que faz mal, e não apenas para a sua dieta. Feito para ajudar na digestão, ele aumenta o pH gástrico, alterando a dissolução da comida e de outros medicamentos. "Quando isso acontece, a absorção de alguns fármacos, como uma simples aspirina, é aumentada bruscamente, causando intoxicações ou reações adversas.

O contrário também pode acontecer e o medicamento perder completamente a sua função, já que ele foi feito para ser absorvido em um pH específico", alerta o clínico-geral Julio César de Oliveira, da Universidade Federal de Mato Grosso. Os antiácidos ainda diminuem o pH da urina, afetando a eliminação de toxinas. Para reduzir o efeito, respeite o intervalo de três horas entre a ingestão do antiácido e outro remédio.

4. Energético + Café

Quando você precisa trabalhar até tarde, um café ou um energético podem dar um gás extra. Se você resolver tomar os dois em um intervalo menor que três horas, porém, o tiro acaba saindo pela culatra: você não vai conseguir desligar a bateria nem quando terminar as tarefas. Isso porque as duas bebidas contêm cafeína, um estimulante. "Os sintomas mais comuns do excesso dele no organismo são insônia, agitação, tremedeira, taquicardia, náusea e dilatação de pupilas", diz Goldspan.

Muitas vezes os energéticos trazem também açúcar e ervas (como o guaraná), substâncias que agitam o organismo. Em geral, uma xícara de café (que contém em média entre 65 e 120 miligramas de cafeína) e uma latinha de energético (de 50 a 145 miligramas) já podem causar incômodo. Se acontecer, beba muita água e coma uma proteína leve. O efeito deve passar em torno de duas horas.


FONTE:http://mdemulher.abril.com.br